BEABÁ Páleo in Box: O que é a dieta Páleo?

A dieta paleolítica, ou apenas Páleo, é um conjunto de recomendações alimentares que se baseia no jeito como nossos antepassados se alimentaram durante cerca de 2 milhões de anos, até o momento em que inventamos a agricultura. Esse período de tempo, que vai do surgimento dos primeiros homínídeos (há cerca de dois milhões de anos atrás) e vai até a invenção da agricultura (há dez mil anos atrás), é chamado de paleolítico.

A dieta Páleo se baseia nisso.

Se nós pensarmos que  somos descendentes diretos dos primeiros hominídeos (lembra das aulinhas de biologia evolutiva?), nossa espécie foi formatada por diversas pressões evolutivas para ser como é hoje. O tipo de alimento disponível durante esse período longo da história de nossa espécie MOLDOU nossas características.

Dieta Páleo na natureza:

Assim, do mesmo modo como um leão precisa comer carne para viver saudável – tudo no leão parece PROJETADO para que ele coma carne crua, desde as garras até o tamanho do trato intestinal -, as vacas parecem PROJETADAS para comer grama! Elas desenvolveram adaptações evolutivas para digerir o que comem (elas têm quatro estômagos diferentes para poder transformar a celulose da grama em alimento, e não é uma boa ideia dar a uma vaca algum alimento que seja diferente de grama).

É um padrão da natureza: todos os animais sofreram pressões evolutivas que moldaram o que eles são hoje.

Eu sei que a gente esquece, mas nós também somos animais.

E o mesmíssimo processo aconteceu conosco. Como espécie (e nossos antecessores, dos quais evoluímos), fomos formatados, moldados, selecionados pela mão firme da seleção natural. E o resultado é que parecemos PROJETADOS para LIDAR BEM consumindo alguns alimentos – e não estamos preparados para consumir outros.

Obviamente, a impressão – equivocada – que a expressão “dieta do homem das cavernas” passa é bem próxima da imagem abaixo.

Homem consumindo carne crua

Não: essa imagem NÃO REPRESENTA a dieta páleo. Nem de longe.

Na verdade, hominídeos já cozinhavam há cerca de um milhão de anos, segundo conta a série COOKED (tem na Netflix), baseada no livro homônimo do jornalista Michael Pollan. E eu sei que você está pensando: 10 mil anos parece bastante tempo: será que a gente não estaria adaptado à nova dieta que surgiu com a agricultura?

HÁ DEZ MIL ANOS ATRÁS…

De fato, 10 mil anos parece muito, mas não é NADA em termos evolutivos. Durante cerca de 95% do nosso tempo sobre a Terra nós fomos caçadores-coletores. Ou seja: seguimos uma alimentação baseada em animais caçados e na coleta de frutas e raízes.

Deste modo, o que se busca com a dieta paleolítica é priorizar uma alimentação mais natural e menos industrializada. Os diversos pressupostos da dieta vêm sendo analisados por cientistas em todo o mundo, há mais de 30 anos. Os resultados são amplamente positivos. Quem a adota, atesta uma melhora da qualidade de vida e saúde. Segundo Dr. Souto enuncia em seu blog:

“Não existe um único tipo de dieta paleolítica. Hominídeos nômades vagaram pela áfrica, e posteriormente por todos os continentes, comendo aquilo que estava disponível. No litoral, isso significava um predomínio de pesca. Nas savanas, um predomínio de caça. Na maioria dos lugares, era suplementada com vegetais, frutas silvestres e raízes, além de insetos e larvas. Em locais como o círculo polar ártico, praticamente não havia vegetais disponíveis por pelo menos 6 meses. Em ilhas do pacífico, o coco chegava a compor mais da metade do consumo calórico. Assim, não há uma dieta paleolítica, mas várias. Mais importante do que as diferenças entre estas dietas, é o que todas têm em comum: a ausência de produtos refinados, alimentos processados e grãos.”